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Burlando os problemas em 2012!

Como sempre sonhamos… Praia, pessoas ótimas, festa, Floripa!

ILHA DA MAGIA!

Muita chuva que vem e vai, muito trânsito que anda e pára, anda e pára, anda e pára e nem por um segundo isso é motivo de mau humor (inclusive estou escrevendo este texto no carro, presa neste trânsito).

O desafio é transmitir este sentimento para a vida corriqueira, fora das férias e da praia. Claro que a explicação que todos dão é obvia: ”Estou de férias, os dias podem passar e eu fazendo o que for porque não tem motivos para stressar. Quero ver lá no batente, todo o dia…”

É claro que eu sempre achei trânsito e mau tempo um porre como todos nós, mas sei também que se eu me estressar, vai ser para sempre, simplesmente porque trânsito e chuva… não mudam!

E então aconteceu.

Fazem quase 5 meses que deixei meu carro em casa e comprei um guarda-chuva grande e bonitão para ir trabalhar a pé. Resolvida a parte do trânsito. E a chuva… bom, não muito a ser feito, quem mora em Curitiba precisa aprender a lidar com ela.

Assim como este probleminha do trânsito, existem milhares de outros que nos enchem o saco no dia a dia, mas com um pouco de boa vontade e criatividade conseguimos contornar as situações e reduzir nossas chances de ter doenças causadas por stress, que são as piores.

Feliz 2012 e quem tiver ideias legais para “burlar os problemas comuns” pode postar aqui!

Foto por John Gilchrist

À procura do emprego perfeito? Então dê uma olhada nesses exemplos e relaxe

Você está a anos atrás do emprego perfeito? Então pode ir relaxando porque isso não existe. Ou pelo menos não perdura.

Faz um tempo que tenho reparado em amigos e conhecidos das mais variadas áreas e me deparo diariamente com:

“Fico naquela agência (de publicidade) até as dez da noite todos os dias e não me dão valor, banco de horas nem aumento, acho que vou sair e trabalhar como freela”;

“Cara, adoro meu home office, faço tudo na hora que quero e minha qualidade de vida tá uma beleza, mas ir atrás de clientes é muito chato, incerto e eu não consigo me planejar com a grana… acho que vou tentar arrumar um trabalho de meio período fora da minha área mesmo, só pra dar uma garantida”;

“Então, estou terminando a facul de direito e trabalho no escritório até umas 15 horas, mas aí é complicado porque o estagiário da tarde avacalha com tudo o que eu fiz e no outro dia eu é que levo a bronca, acho que vou ficar só estudando até conseguir um estágio em período integral”.

Ok, isso é normal ouvir. O problema é quando vem os profissionais com o trabalho mais absurdo do mundo (no bom sentido) e começam assim:

“Meu, estou a 3 meses seguidos viajando todo final de semana para tocar (MPB) em Floripa, já não aguento mais.”

WHAAAAT??????

“Pois é, eu tenho um blog de gastronomia que dá uma grana e eu posso trabalhar de qualquer lugar, estou feliz, mas tô querendo comprar um apartamento e me dá uma insegurança de não ter uma grana fixa sabe, daquelas de emprego, aposentadoria e tals”.

Sim, dei vários exemplos dos mais variados, e se você reparar no dia a dia, você também escuta esse tipo de coisa. A gente se preocupa com o dia de amanhã mais do que deveria e, como não existe o trabalho perfeito, acredito que deveríamos nos reciclar, aprender sobre assuntos diferentes de vez em quando e dar uma relaxada, porque amanhã você, eu e todos os outros cidadãos podemos acabar mudando e perseguindo outro emprego ou área de interesse.

Por Alexandra Oliver

O que te move?

Graças a um grande amigo, Fernando Carbonieri, eu assisti uma curta palestra de Simon Sinek, quer discursava nada mais, nada menos sobre o que estamos acostumados a ver por aí: “Faça o que gosta, tenha um motivo, tenha uma crença, e você irá se destacar”.  Ok, todos sabemos que nossa empresa precisa de algo a mais do que somente a vontade de VENDER, ou, GANHAR MUITO DINHEIRO, mas somos seres humanos, fracos, incertos e inseguros, então o dia a dia se encarrega de nos fazer esquecer a paixão em determinadas épocas.

Para explicar melhor, vou voltar aos tempos de universidade. Podem não ser todas as pessoas, porém muitos de nós éramos apaixonados por lutar por uma causa, fazer eventos relacionados ao nosso curso, vender rifas para realizar um projeto, preparar seminários, passar horas no centro acadêmico desenhando planos para melhorar as condições do nosso curso. E tudo isso, de graça.

Hoje, continuamos apaixonados pelo que fazemos, mas várias vezes já saímos do nosso rumo (ou já pensamos em sair) porque “aquela área está em alta” , “a minha área não está valorizando o profissional” e por aí vai.

Penso que as palavras de Simon Sinek no vídeo “How great leaders inspire action” (em inglês) irão inspirar muitas pessoas que acreditam realmente que o que elas fazem tem um fundamento e objetivo maior do que apenas “dar grana”.  Não é nada revelador e nenhuma novidade, mas é bom para dar uma refrescada nas ideias e nos lembrar do gás que temos.

Por @alexandraoliver

Dias chatos e burocracia

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Um dos dias mais chatos de se viver são aqueles que envolvem burocracia, documentação, registros e visitas à órgãos públicos.

Você fica em pé na fila, depois sentado aguardando uma senha até ficar sentado novamente aguardando uma outra senha. Nesse meio tempo você lê , ou dorme na cadeira. No meu caso, (esqueci o livro), dou uma volta, compro uma água na lanchonete e fico observando as pessoas que entram e saem do Detran, assim como quem passa na frente do local.

Na Rua João Negrão, Curitiba, passa todo o tipo de gente. Tem rico, pobre, idoso, mulheres com criança de colo, velhinhos de boina e bengala, playboys, playbetes.

Passam pessoas com o rosto fechado, a maioria com um mau humor desgraçado, jovens apressados, executivos no celular, maltrapilhos, dondocas de salto alto e joias.

É engraçado quando você para e pensa na vida de cada uma dessas pessoas, que é completamente diferente uma da outra. Observa-se muito no jeito e na feição de todos que passam. Uns enrugados demais, preocupados demais, apressados demais. Alguns tranquilos, felizes, com o rosto jovem. Um com cicatriz no meio do rosto, um com o braço engessado, uma na cadeira de rodas, um rindo à toa no telefone, outra escutando música entediada. Cada um tem uma história e só quando você pára para pensar é que realiza: quantas pessoas diferentes existem nesse mundo!

Mas também, quantas coisas em comum todos nós, sendo da mesma espécie temos… todos estes, que entraram, saíram e passaram em frente ao Detran esta manhã já riram, já choraram, já perderam alguém próximo, já comemoraram seu aniversário com os amigos. Com certeza já ficaram bêbados, já foram mal em algum teste, já comeram frango com macarrão no domingo, já tomaram café comendo pão de queijo na padaria da esquina.

Com toda a certeza todos estes já se sentiram feios ao acordar, caíram de cama com gripe, sofreram por amor. E com toda, mas toda a certeza, todos de vez em quando precisam encarar filas e senhas demoradas.

Por @alexandraoliver

Revisado por @crosshackl @gabrielarruda

O escritor

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Ideias sobrando, as vezes faltando.

Pensamentos certos, que ninguém há de discordar. Ninguém? Na verdade o próprio há.

O papel é um refúgio, ou um amigo que aceita toda e qualquer ideia, pensamento, frase, ponto de vista.

Das incertezas saem textos, crônicas, poesias. E se todo escritor fosse bem resolvido? Não teria o que escrever? Escreveria sobre o quão bem resolvido está?

O que move o escritor? São tantos temas… relacionamento, política, satisfação, insatisfação, profissão, ciências sociais…

O que traz a inspiração para o escritor é algo ainda em estudo, em estágio de evolução, em busca de respostas, em busca de satisfação que nem sempre é desejável de ser alcançado. Um tanto contraditório né…

O escritor pode querer do fundo de sua consciência inconsciente que todos compartilhem de suas ideias, pensamentos e incertezas, mas ao mesmo tempo querer afetar ninguém, só escrever e escrever e escrever…

Por @alexandraoliver

Revisado por @crosshackl e @gabrielarruda

Um dia diferente

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Todos nós temos nossos dias nostálgicos, que muitas vezes resultam em alguma mudança. O meu particularmente não era para ser hoje, simplesmente aconteceu.

8:30 da manhã: café, torradas, roupão e nenhuma inspiração ao olhar a listagem de tarefas profissionais do dia.

9:30 da manhã: depois de concluir as obrigações básicas (responder emails, pagar contas pela internet, verificar os materiais dos clientes), um banho para realmente acordar.

9:50 da manhã: o banho não ajuda muito.

10:00 da manhã: mais um café.

10:15 da manhã: o café não ajuda muito.

12:00: um cochilo frustrado, pois os nervos já estão à flor da pele.

13:30: quer saber? Vou me livrar de toda essa tranqueira que eu tenho em minha casa/escritório. Chá verde, Run DMC no último volume, caixas de papelão e sacolas.

Conclusão nº1: Quanta tranqueira! Essas horas precisamos nos livrar de qualquer sentimento que temos pelas velharias e jogar tudo o que não usamos no último ano, no lixo.

17:00: a limpeza ajudou, e muito! Como é bom viver em um ambiente organizado e limpo! E o melhor é encontrar as coisas que fazem a gente reviver os 20 anos, os 17, os 13… Fotos (essas tem que guardar) e agendas velhas com os compromissos que a gente nem lembra que aconteceram, mas que na época eram “questão de vida ou morte”. Trabalhos de faculdade, no meu caso, de design gráfico, horrorosos… Joga fora! E, finalmente, cartões lindos do querido avô já falecido e fotos de aniversários, de quando a pele era impecável e a pancinha não existia, mas por outro lado aqueles aparelhos malditos nos dentes… credo…

Conclusão nº2: apesar de não terem mudado em nada as responsabilidades, obrigações e o trabalho do dia a dia, é como se uma nova fase estivesse começando, onde o ambiente em que você trabalha e vive está fresco e livre, com um espacinho liberado para a novas tranqueiras.

Que sejam bem vindas!
Por @alexandraoliver, às 18:50, precisando de outro banho.

Revisado por @crosshackl e @gabrielarruda

Pessoas são diferentes e as vezes assustam

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Quando a gente anda com o mesmo tipo de pessoa em nosso dia a dia, aquele que divide as mesmas ideias, mesma cabeça e mesma sentença, tendemos a estranhar certos conceitos “diferenciados” que cruzam nosso caminho.

Em um encontro de amigos cheio de saudades, piadas e é claro, besteiras, uma querida novata no grupo comenta com toda a naturalidade do mundo que existem táticas para roubar na loja de cosméticos, na C&A, no supermercado… joga o queijo no moletom, batom passa batido e cai na bolsa… com o maior orgulho. Comecei a ler uma revista e fiquei quieta, muda, congelada. E então veio a parte da picanha: “você pega dois sacos de carvão e coloca a peça de picanha no meio. Quando passar no caixa, acusa que o saco é pesado e não tira do carrinho enquanto digitam o código de barras! TARAAMM! A gente chama isso de pequenas extravagâncias, hihihi ”.

Foi um tiro no meio da minha cara.

Existem diversas cabeças e sentenças por ai, é claro. O que um acredita ser natural, outro acredita ser errado e fiquei filosofando muito tempo sobre esse episódio desnecessário de final de domingo.

Afinal, o que faz alguém (com estudo) ter orgulho de roubar no supermercado ou em qualquer outro lugar? Será que realmente existem seres humanos e instruídos pensando que vão fazer novos amiguinhos demonstrando essa malandragem? Será que andamos tanto no mesmo mundinho que acabamos nos chocando com as opiniões de outros grupos? Será que as pessoas pensam como essa LOKA?

revisado por @crosshackl

A gente não consegue parar!

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Já é comprovado que nunca estamos satisfeitos com nossa situação atual. Podemos estar felizes e levando uma vida boa, mas REALIZADOS….?? NUNCA! Ou se estamos, acredito que não vai durar muito.

Amorosamente, se você está na situação de namorada ou namorado, você está feliz, OK, mas quer passar para a situação de casado, ou de noivado, ou de “morando junto”, pra acordar todo dia com a pessoa e aquelas coisas que todo casal fica fantasiando.

Se você está morando junto em um apartamento recém comprado ou alugado, pintando as paredes e comprando uma cafeiteira, você está feliz, pois era com isso que você sonhava, mas daqui a pouquinho vai estar lá: sonhando com uma casa de 3 quartos, churrasqueira e um cantinho para o bambino que também está nos planos.

Profissionalmente, você está tranquilo, mas inquieto. Ganhando um salário bom, aprendendo e fazendo contatos até o momento em que… não está. Seu salário começa a ser mais ou menos, você não quer mais ter chefes ingratos e acha que já aprendeu o suficiente. Seu sonho agora é ser dono do seu tempo, das suas estratégias e do seu ganho financeiro. Afinal, cadê a qualidade de vida?

Parabéns! Você agora é um microempresário! Acorda e almoça no horário que bem entender e ainda pode dar uma corridinha no parque as 4 horas da tarde! Mas…. passado um certo período de tempo não é mais tão gostoso acordar tarde.. nem ficar até altas horas trabalhando no seu próprio escritório pelo fato de o ganho financeiro depender somente de você. Afinal, cadê a qualidade de vida? E assim rumamos para o próximo estágio (e para o próximo, e para o próximo e para o próximo depois deste).

O que mantém a gente vivo nessa loucura que é a vida é sempre a busca pela realização pessoal, profissional, amorosa, financeira, etc. Com todos é exatamente a mesma história e sabemos muito bem que ela vai se repetir com todos e com nós mesmo diversas vezes ao longo do caminho.

Pergunta conclusiva: Quando estaremos de fato, satisfeitos?

Por @alexandraoliver
Revisado por @crosshackl e @gabrielarruda

Expressão Visual

Cores, luzes, sombras, canetas, imagens, vetores, nanquim, papel, clipping masks, pixels, tinta, photoshop, aerógrafos, fotografia, illustrator… são inúmeras as técnicas e ferramentas que podemos explorar e combinar para expressar exatamente o que temos em mente, seja com fins comerciais ou artísticos.

Ter domínio de todo esse arsenal (e não acaba por aí) é quase o essencial para termos um bom resultado visual em nossas artes, mas de quê adianta conhecer todas as notas musicais se não temos o feeling para juntá-las harmoniosamente e expressar algum sentimento através da criação final?

Como sempre, nos deparamos com referências em nosso cotidiano, que podem ser visuais, de música, roupa do vizinho, revista da banquinha, cheiro de tal loja e assim por diante… justo ontem me deparei com duas referências que são basicamente o que está me fazendo escrever este texto: primeiro, um vídeo promocional da Intel Visual Life, estrelado por Michael Wolff onde ele fala das emoções com as quais se depara em seu dia a dia por meio de cores, objetos, pessoas e a sua cidade. Em segundo foi assistir ao filme The Spirit, personagem de HQ que foi para as telas dirigido por Frank Miller. Nos extras, ele passa 20 minutos decorrendo sobre cada aspecto do filme, de como foi feito tecnicamente e conceitualmente. A parte mais inspiradora destes 20 minutos foi justamente quando ele falava do sentimento, das sensações, como passar tudo isso adiante, e sobre isso foi o seu mais longo discurso.

Isso me fez pensar que, como profissionais visuais, nosso trabalho não está completo quando todas as cores, tipografia, luzes e sombras estão certas, está? Pois na verdade nada disso interessa a não ser que a gente tenha conseguido passar ao receptor um sentimento e uma reação, para que ele mude algum pensamento, deixe alguns hábitos, adquira outros e assim por diante.





Não ter tempo é bonito?

 

Na época estava fazendo algumas horas extras diariamente, mas encontrei um tempo para visitar minha amiga mais antiga.

Caseira, econômica, viajante e quase publicitária, agora é estudante de psicologia e extremamente segura de si e do que quer para a sua vida.

Conversando em meio a algumas cervejinhas ela fala: “Eu sei que você corre o dia todo, mas não sei mesmo da onde as pessoas acham bonito falar que não tem tempo pra nada”.

Me fez pensar.

Realmente, hoje em dia todo mundo está na correria, trabalhando 12 horas por dia e a maioria enche a boca pra falar isso. Será mesmo que as pessoas precisam ser escravas do tempo para serem bem sucedidas? Não ter tempo para cuidar de si, ver uma televisão, tirar o final de semana para curtir uma praia também é aproveitar um tempo de qualidade.

A sensação que temos é a de que, se não estamos trabalhando, produzindo ou fazendo contatos profissionais estamos sendo inúteis, mas para quê? OK, dinheiro. Porém existe o outro lado. Depois de anos e anos você olha para trás e aproveitou como o seu dia a dia? Muitas vezes não aproveitou nada, ou fez um esforço sobre humano para abdicar de uma tarde de trabalho para namorar no parque ou fazer outras coisas prazerosas.

Um dia tem 24 horas, porém nossa vida se vista continuamente, tem milhões e milhões de horas. Se tentarmos um pouco conseguimos sim ser menos neuróticos e viver o cotidiano com mais qualidade e felicidade.

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