Declaração à liberdade de escrever

Fazer o que gosta é assunto delicado. Às vezes você se coloca em situações sem nunca ter pedido para que acontecesse. E lá você precisa ficar por um determinado período de tempo, pelo menos até definir para onde seguir depois dessa fase.

Sempre fui apaixonada por livrarias e defini que além de outras coisas, quero ser escritora. Vou ter meu laptop conectado à internet e passar os dias observando, escrevendo, lendo, ganhando o meu sozinha. Compartilhando experiências, ganhando bagagem cultural e de várias outras naturezas. Com isso, serei PHD em observação da sociedade, em perceber o que as pessoas pensam e sentem sobre os mais variados campos que circulam a vida. E nessa situação, neste determinado momento em que escrevo, ninguém manda em mim.

Penso que preciso ler mais, escrever mais. Praticar. Preciso de pessoas me falando se o que escrevo é bom ou ruim, se está gramaticalmente correto ou se sou um completo desastre.

Sendo certo ou errado, a cada palavra que escrevo sinto como se minha gastrite nervosa (fruto do stress do dia a dia) estivesse sendo liberada e transferida para o papel através da tinta, aliviando o desconforto e me fazendo sentir mais leve.

Escrever é terapia, principalmente quando você começa e não para mais, quando é automático, quando flui tão facilmente que após horas parecem se passar minutos.

Escrever é de graça, não paga nada. Ninguém precisa ler se você assim o quiser. Você pode escrever sobre o que quiser, o quanto quiser. Os únicos instrumentos necessários são caneta e papel.

Escrever é eterno. Suas fontes jamais se esgotarão. Você pode falar bem, falar mal, falar sobre economia, sobre igrejas antigas, sobre destinos de viagem, desabafos do cotidiano, cultura ou até sobre os lindos olhos de uma pessoa que você viu ontem andando pela rua.

Você pode escrever sobre seus medos e assim libertá-los. Você pode escrever declarações de amor e de amizade e eternizar o momento, pois seu cartão ainda poderá ser lido após 20 anos.

O papel não irá te criticar por você escrever errado, também não irá rir de suas idéias.

Escrevendo, você é livre.

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3 comentários Adicione o seu

  1. CROSSHACKL disse:

    .

    Assino em baixo.
    Escrever liberta, mesmo quando ninguém entende,
    a gente sabe que deixou um registro do que a gente
    sabe que sente, do que a gente viu ou imaginou.

    Bjo Aleee!

    .

  2. Sophidia disse:

    É mesmo verdade! Escrever é um óptimo catalisador de qualquer emoção: felicidade, angustia, stress, tristeza, amor, indignação… tudo! Tudo serve para escrever desde que se tenha o material principal presente: a criatividade. E claro, o gosto pela escrita. 🙂

    Acho que faz muito bem se é de facto isso que gosta… Desde que gostamos do que fazemos tudo se endireita. 🙂

    Boa Sorte 🙂

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